Ferramenta gratuita

    Calculadora de custo do galão

    O preço da nota não é o seu custo. Preencha os campos abaixo e descubra quanto cada galão custa de verdade, com frete, bonificação, avaria e vasilhame.

    A compra da carga

    Os dados da última carga que você comprou do fornecedor, na troca pelos vazios.

    R$

    O valor por galão que está na nota do fornecedor.

    un

    Quantas unidades você pagou nessa compra.

    un

    Recebidas de graça, tipo "leve 10 pague 9". Zero se não tiver.

    R$

    Total do frete dessa carga, não por unidade.

    un

    Quebraram no caminho. Você perde a carga e o vasilhame.

    Os seus vasilhames

    O galão é seu e não se gasta em uma venda só, então o custo dele é diluído pelos ciclos que ele aguenta.

    R$

    Quanto custa repor um galão vazio hoje.

    anos

    O garrafão de 20 litros costuma ter 3 anos de validade.

    x

    Quantas vezes o mesmo galão sai e volta em um mês.

    %

    De cada 100 que saem, quantos você nunca mais vê.

    Seu preço de venda

    Opcional. Serve para ver o lucro bruto na hora.

    R$

    Deixe zerado se quiser só o custo.

    Custo unitário do galão

    R$ 6,64

    Rateado sobre 499 unidades boas

    • MercadoriaR$ 4,00

      preço da nota já com a bonificação diluída

    • Frete da compraR$ 1,80

      frete rateado por unidade recebida

    • Avaria na chegadaR$ 0,08

      carga, frete e vasilhame das unidades quebradas

    • VasilhameR$ 0,76

      desgaste do galão mais os que não voltam do cliente

    Na nota a carga sai por R$ 4,00, mas o galão custa 66% a mais do que isso.

    Lucro bruto por galão

    R$ 8,36 (55,7%)

    Ainda sem descontar entrega, comissão do entregador e taxa da maquininha.

    Esse é o número que vai no campo Custo do cadastro do produto.

    Custo unitárioR$ 6,64

    Por que o preço da nota não é o seu custo

    Pergunte a qualquer dono de distribuidora quanto custa o galão dele e a resposta quase sempre é o preço que aparece na nota do fornecedor. É o número mais fácil de lembrar, e é o errado.

    O que está na nota é o preço da carga, a água que você comprou na troca pelos vazios. Entre essa nota e a venda acontecem outras coisas que mexem no custo de cada unidade: o frete daquela carga precisa ser dividido entre os galões, a bonificação derruba o preço médio, as unidades que chegam quebradas empurram o próprio custo para as que sobraram e o vasilhame, que é seu, se gasta um pouco a cada volta e às vezes não volta nunca mais.

    Quem trabalha com o preço da nota costuma achar que tem uma margem que não tem. A diferença raramente é grande em uma venda, mas em mil galões por mês ela decide se o mês fechou no azul.

    O que entra no custo de um galão

    1. O preço da carga

    A base da conta. Use o valor por unidade que está na nota do fornecedor, sem arredondar para cima nem para baixo.

    2. O frete da compra

    O que você pagou para a carga chegar até você. Divida pelo total de unidades recebidas, incluindo as bonificadas. Um frete de R$ 900 em 500 galões são R$ 1,80 por unidade, quase metade do que você pagou pela própria carga.

    3. A bonificação recebida

    Se você pagou 100 e recebeu 110, o mesmo dinheiro se divide por mais galões e o custo médio cai. É o único item da lista que joga a seu favor, e é justamente o que mais gente esquece de considerar.

    4. A avaria no caminho

    Um galão que quebra na volta da fonte custa muito mais do que a carga. Você perde a água que pagou, o frete que ela já consumiu e o vasilhame, que era seu e vai ter que ser reposto. Um galão de R$ 32 que quebra com R$ 4 de água dentro é um prejuízo de R$ 36, não de R$ 4, e ele se transfere todo para as unidades que chegaram boas.

    5. O desgaste e a perda dos vasilhames

    Aqui mora o erro mais caro, porque o parque de galões é da distribuidora. O galão vazio não é despesa da venda nem investimento eterno: é um ativo que roda e se desgasta. Divida o preço dele pelo número de ciclos que ele aguenta na vida útil e some a parte dos que não voltam. Um vasilhame de R$ 32 que roda 2 vezes por mês durante 3 anos custa cerca de R$ 0,44 por ciclo, e cada 1% de sumiço acrescenta mais R$ 0,32.

    Como calcular, passo a passo

    Um exemplo com números redondos:

    1. Você comprou 500 cargas a R$ 4,00, o que dá R$ 2.000,00 de mercadoria.
    2. Pagou R$ 900,00 de frete, então a compra saiu por R$ 2.900,00 no total.
    3. Recebeu nenhuma bonificação e 1 galão quebrou no caminho, sobrando 499 unidades para vender. Junto com ele foi embora um vasilhame de R$ 32,00.
    4. Divida R$ 2.932,00 (a compra mais o vasilhame quebrado) por 499 e chega em R$ 5,88, e não nos R$ 4,00 da nota.
    5. Some o desgaste do vasilhame: um galão de R$ 32,00 que roda 2 vezes por mês durante 3 anos são 72 ciclos, ou R$ 0,44 por venda, mais R$ 0,32 do 1% que o cliente não devolve.
    6. Custo unitário real: R$ 6,64.
    7. Vendendo a R$ 15,00, o lucro bruto é de R$ 8,36 por galão, e não os R$ 11,00 que a conta de cabeça sugeria.

    São R$ 2,64 de diferença por galão. Em 1.500 galões no mês, são R$ 3.960 que você achava que tinha e não tem.

    O que não entra no custo unitário

    Custo unitário é o custo de ter o produto no estoque. Por isso fica de fora tudo que só acontece na hora de vender:

    • gasolina e manutenção da moto ou do carro da entrega
    • comissão do entregador
    • taxa da maquininha de cartão
    • aluguel, energia, água e salários fixos

    Isso não significa que esses custos não importam, muito pelo contrário. Eles é que separam o lucro bruto do lucro real. Só que eles variam por entrega e por forma de pagamento, então precisam ser calculados por venda, e não empurrados para dentro do preço do galão.

    Três erros que aparecem toda hora

    Tratar o vasilhame como despesa do mês

    Comprar 200 galões vazios não é uma despesa de um mês, é a compra de um ativo que vai rodar por anos. Lançar tudo de uma vez faz o mês parecer péssimo e todos os seguintes parecerem ótimos.

    Congelar o custo e nunca mais revisar

    O fornecedor reajusta, a bonificação muda, o frete sobe. Um custo cadastrado há oito meses faz todo relatório de lucro mentir, e você só descobre quando o caixa não fecha.

    Definir preço de venda por multiplicação fixa

    Multiplicar o preço da nota por dois é rápido, mas ignora frete, avaria e vasilhame. O resultado costuma ser uma margem menor do que a que você imaginava, e ela encolhe justamente quando o frete aumenta.

    Perguntas frequentes

    Não. O preço da nota é o valor da carga, que é só a maior parte do custo. Para chegar no custo real você precisa somar o frete daquela compra, descontar a bonificação que recebeu e dividir tudo pelas unidades que sobraram boas para vender. Depois entra a parte do vasilhame que se gasta a cada ciclo e a dos galões que não voltam, porque o parque de galões é seu.

    Já sabe o custo. E agora?

    Cadastre esse valor no custo do produto e mantenha atualizado a cada compra. É a partir dele que todo relatório de lucro da sua distribuidora passa a fazer sentido.

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